estranhas violetas 🌺

breve apresentação

venho de terras distantes, mas vizinhas.

já fui passageiro de medium e de recanto das letras (pois é, triste). tive um blogspot falido em 2021 quando me revoltei pela terceira vez com o medium, mas não deu certo. porém agora a revolta é mais definitiva, graças a IA e seu provável sequestro de minhas palavras. essa insegurança digital meio que transformou anonimato e pouco engajamento em privacidade, então já eras esses seguidores necróticos que eu lá tinha.

imagina uma IA que se alimenta da minha escrita? uma marionete que inclui a mim mesmo? que só cospe aquilo que de alguma forma eu já disse em algum lugar? que ideia terrível. é como se minhas roupas me sequestrassem, ou pior na verdade: vestissem a si próprias e saíssem por aí dizendo que são eu. que horror existencial.

minha primeira história foi sobre marionetes, veja só; e de um moleque que marreta os pais até a morte. não seria algo muito edificante para ser disseminado. enfim.

tentarei escrever com poucas maiúsculas aqui, num geral elas sempre me ofenderam, e ainda ofendem. menos nos contos, ali eu sinto que preciso de alguns tijolos nas paredes, mas nem sempre também. odeio promessas. me parece mais confortável de escrever poemas aqui, graças a courier new, como chamado pelo meu libre office (vai saber o nome da fonte de verdade). poeta ou roteirista de cinema? é assim que me sinto ao escrever com essa fonte. mas não prometo coisas que vão além de um menos que lixo, graças a deus ele, o lixo, que me deixa livre pra falar tanta besteira. a gente vomita tanta coisa, que talvez um dia saia um pepitazinha de ouro. cá está esse lugar para que elas caiam. entre essas ditas violetas estranhas. o nome foi mais pela estranheza e pela cor, e não tanto pelas flores. nem sei como é uma violeta, tampouco sei como ela cheira, e nem se ela tem cheiro. mas vai ver a flor é abstrata, e nasce dessa justa abstração possível que só a fantasia é capaz de compor, uma polissemia excessiva que não é presa necessariamente nesse pedante real que merece exclusivamente o rasgo, nem que seja na base das ficções concretas daqueles tecnopatas.

aliás: morte aos tecnopatas (zuckerberks, musks, gates, thiel, yarvin, lands e escolha seu pokémon)

precisamos de uma ficção melhor que a deles, queria eu ser esse profeta que fosse destruir todos eles com um aleph mais potente que as bombas nos arsenais ou com altos dados deles. porém, não sou. escrevo péssimas e solipsistas poesias sobre uma quase solidão. vários quases aqui, pois preguiça. essa lassidão é lei, e meu ócio é ofensivo, odioso, e até diria militante, mas sem manifesto. nem quero um. e se tiver um, guarda aí, tá bom?

não arriscarei fantasia aqui, mas tenho várias guardadas. um dia talvez ela exista materialmente, e quando digo materialmente é livro mesmo, páginas encadernadas, e não pixels indiretos e signos numa tela majoritariamente preta. se um dia for pra ser terminada essa fantasia é para que ela seja uma negação analógica dessa minha presença aqui, já digo de antemão - cheiro de tinta, folha jornal, aspereza da página, tamanho, inconveniência, textura da capa, tudo isso, livro-matéria, a palavra com peso. mapinha, coleção na estante. pau no cu do google drive, a fantasia precisa existir no meio do nada, sem-rede.

a despeito de distanciar minha fantasia daqui, não acredito em realismo, e não tive ainda a chance de obliterá-los todos eles, os realistas. mas está nos planos, a hipótese paira aí.

meu nome antes era o meu mesmo, mas agora vai ser Well pois meus amigues das webs me reconhecem assim, e é a eles que digo. é um pedacinho do meu nome, então não é bem um pseudo. eu quebrei um pedacin daquilo que a minha mãe me batizou e entrego como a parte mais sincera prôces. o lema é: a violeta mais estranha desse jardim sempre vai ser a próxima, e dia desses as coisas vão ficar mais belas na base do riso sincero, e não cínico. espero estar participando dessas risadas. agradeço se você leu até aqui, afinal, eu só existo entre essas palavras.

~ Well

Ps: estarei repostando contos e poemas passados de vez em quando, mas estarei indicando as datas no início da postagem. além de um bloco no título bem assim CONTO ou POESIA, como se eu gritasse anunciando um jornal na esquina. coisa boa uma ficçãozinha. comprem mais cadernos, os baratos, capa mole. eras isso, águas bebam, e sonhem com elas.

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